Saúde

Brasil é o segundo país do mundo com maior número de cesáreas

O número de cesáreas subiu em todo o mundo. O Brasil está em segundo lugar no ranking de países que mais realiza esta cirurgia, perdendo apenas para a República Dominicana, com 55,5% dos partos feitos pelo procedimento. A América Latina é a região com maior taxa de cesáreas, cerca de 40% dos nascimentos. Atualmente, estima-se entre 10% a 15% a proporção de cesárias necessárias por motivos médicos. Contudo, 60% dos 169 países estuados estão acima dessa faixa, de acordo com o estudo baseado em dados da Organização Mundial da Saúde e da Unicef.

Na África subsaariana somente 4,1% dos partos são cesarianas, já na América Latina e no Caribe chegam a 44,3%. As diferenças continuam se compararmos a Ásia do Sul, onde as cesáreas aumentaram mais rapidamente que em qualquer outra região, a uma média de 6% ao ano, saindo de 7,2% dos nascimentos em 2000 para 18,1% em 2015. Já na América do Norte, a taxa foi de 32%, enquanto na Europa ocidental foi de 26,9%.

O primeiro lugar mundial fica com a República Dominicana chegando a atingir 58,1% dos nascimentos, seguida do Brasil com 55,5%. Ainda aparecem nos ranking dos 15 primeiros Venezuela com 52,4%, Chile 46%, Colômbia 45,9%, Paraguai 45,9%, Equador 45,5%, México 40,7% e Cuba 40,4%.

O estudo ainda detalha a estreita ligação entre as cirurgias e a faixa de renda e de educação das mulheres. No Brasil, a maioria das cesáreas é realizada em gestações de baixo risco e em mulheres de nível educacional elevado.

As cesarianas são indispensáveis em casos de complicações, hemorragias, sofrimento fetal ou posição anormal do bebê, mas também representam riscos como uma recuperação complicada para mãe e problemas nos partos seguintes (gravidez ectópica, desenvolvimento anormal da placenta).

O Congresso Mundial de Ginecologia recomenda, a fim de limitar o excesso de cesáreas, aplicar uma tarifa única para todos os partos, obrigar hospitais a publicar suas estatísticas, informar melhor as mulheres sobre os procedimentos e incentivar o parto natural.